A Camisinha, a Hóstia e a Igreja Católica

O tema envolvendo a Igreja Católica e as camisinhas ja passou por aqui em outros momentos, como nesta charge do Rafael Sica (https://propalando.blog.br/2007/05/o-papa-e-camisinha.html). Não é assunto novo, como também não há novidade nenhuma na elevada carga de hipocrisia que este debate consegue acumular, principalmente na voz dos setores mais reacionários da sociedade.
O fato é que voltou à tona nas últimas semanas, quando o Papa afirmou, em livro recém-lançado, que o uso da camisinha é aceitável em alguns casos, para reduzir o risco de contágio pelo HIV.
Sem querer entrar muito no mérito da questão, o que poderia representar um passo à frente, não passa de mais do mesmo. E explico: ele cita o exemplo de uma prostituta, que ao usar preservativo, estaria dando o “primeiro passo para a moralização”. O mesmo nazista, digo, o mesmo Papa já havia anunciado na África, em março de 2009, que a distribuição de camisinha só agravava o problema da AIDS. 
Muita besteira junta, né?
Mas o que motivou mesmo a postagem, foi a campanha lançada pelo governo espanhol, chamada “Bendita camisinha que tira a AIDS do mundo”. Nela, é feita uma relação entre a hóstia e a camisinha. Uma das peças publicitárias é a imagem que estampa o início desta postagem. 
Como era de se esperar, diversas associações religiosas consideraram a campanha uma afronta aos cristãos e uma “blasfema”. 
Ponto para o governo espanhol. Não que eu ache que a solução das doenças do mundo esteja em campanhas publicitárias. Longe disso. Mas acredito fortemente que estes setores mais conservadores da igreja precisam ser confrontados. E qualificadamente, como nesta campanha.

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