Declaração de Apoio a Edilson 50.000 nas Eleições em Recife

Há poucos dias das eleições, queria reforçar a declaração de apoio a Edilson 50.000 para a Câmara de Vereadores de Recife. É perceptível a diferença que Edilson tem feito na Campanha.
De uma forma extremamente qualificada, construiu sua campanha pautando sérios problemas da cidade do Recife como a questão da Mobilidade Urbana, da Saúde, da necessidade de um Planejamento Urbano, da Segurança Pública, entre outros temas. Não de uma forma puramente eleitoreira, tão recorrente neste período, mas buscando construir verdadeiros caminhos e diálogos que apontam para possíves soluções.
Como falo no vídeo que gravei em apoio a sua candidatura, Edilson é uma voz necessária no legislativo de Recife. Edilson será o representante de uma gama de excluídas e excluídos, e seu mandato, com toda certeza, servirá como um polo aglutinador de diversas causas populares e democráticas da cidade do Recife.
Sua presença na Casa José Mariano ganha ainda mais importância em um momento em que as grandes construtoras, com seus megaprojetos de espigões, viadutos e concreto, parece serem mais importantes que as necessidades da população recifense. Alguém precisa fazer este enfrentament e Edilson certamente estará encampando esta batalha.
Sem pestanejar repito que Edilson 50.000 é uma voto necessário para o município e fará a diferença.  
Segue abaixo um pequeno vídeo que gravei, a despeito da falta de jeito para câmeras, em apoio à candidatura de Edilson Silva

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Declaração de voto nas eleições em Olinda

Há tempos não via uma candidatura em Olinda que animasse tanto como a candidatura de ALEXANDRE MIRANDA 13013 para a Câmara de Vereadores.
Infelizmente, a cidade foi tomada nos últimos anos por uma “mesmice” política difícil de superar. E na Câmara, a situação não é diferente. De uma maneira em geral, destaca-se uma incapacidade de problematizar a cidade e de se fazer verdadeira representante dos anseios e necessidades da população Olindense.
Mesmo diante de cenário tão adverso, enxergo a candidatura de Alexandre como uma grande novidade na política de Olinda. Com origens de militãncia no Movimento Estudantil, sua campanha seu pautou ao longo das últimas semanas em cima de um debate sincero com a população.
Acredito que o mandato de Alexandre Miranda na Câmara representará uma grande oportunidade para consolidação de uma nova forma de pensar e agir no município.
Em seu bom Plano de Ação Parlamentar, destaco um leque interessante de propostas para a Juventude, Educação, Políticas Culturais e Participação Popular. Some-se a isso a sua proposta de construção de um mandato autônomo, o que parece bem importante na atual conjuntura da cidade.
No dia 07 de outubro, não tenho dúvidas de que, em Olinda, o voto em Alexandre Miranda – 13013 – é a melhor alternativa! 

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Venezuela, nos passos do desenvolvimento

A Venezuela é hoje o país com o menor nível de desigualdade da América Latina. Mas poucos sabem disso. Graças a um considerável bloqueio midíatico em nosso país, poucos sabemos sobre os muitos avanços que vêm acontecendo na Venezuela de Hugo Chavez.
Por isso, a RadioAgenciaNP produziu a série “Venezuela, nos passos do desenvolvimento”.
São sete reportagens que mostram todos os avanços e conquistas na Venezuela em pouco mais de dez anos.
Bom proveito!

Com programas sociais chamados de “Misiones Sociales”, o governo Chávez vem melhorando o acesso e qualidade à moradia, saúde e educação no país.
A renda do petróleo venezuelano passa a ser aplicada em projetos sociais e no fortalecimento de outros setores econômicos. Com essa política, o governo Chávez avança nas nacionalizações.
A Venezuela é o 6º país que mais exporta petróleo no mundo, cerca de 3 milhões de barris diários, algo disputado pelas economias industrializadas, entre as quais os Estados Unidos.
No campo da comunicação, mudanças no marco regulatório com a finalidade de deixar a mídia mais plural, se chocam com a “guerra midiática” promovida contra o presidente Hugo Chávez.
Na opinião de pesquisadores, o que acontece na Venezuela é uma democracia participativa e não uma ditadura. Nas próximas eleições, em outubro, estarão em disputa dois modelos vigentes na América Latina.
A Venezuela tem no Brasil um de seus principais parceiros nos campos econômico e social. No país venezuelano, o Brasil contribui com projetos como o de construção de moradias e de uma siderúrgica.
Os projetos de integração da América Latina possibilitam parcerias econômicas, políticas sociais, que contribuíram para que a região resistisse melhor à crise mundial, como apontam especialistas.

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PETROBRAX? Uma invenção do PSDB

Serra é mentiroso! Disse que a proposta de trocar o nome da Petrobras por Petrobrax foi obra do setor de marketing e que teria sido logo recusada.

Segue abaixo a prova do contrário.

Dia 31, derrotaremos o PSDB/DEM nas urnas! Xô tucanos!

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É preciso derrotar Serra

Segue editoral do Brasil de Fato:
A candidatura do demotucano José Serra surpreendeu não por sua identificação com as políticas neoliberais, e sim pelo baixo nível de sua campanha

13/10/2010



Editorial ed. 398

No início do processo eleitoral deste ano, um conjunto de forças populares e movimentos sociais decidiram empenhar esforços para eleger o maior número possível de parlamentares e governadores identificados com as bandeiras da classe trabalhadora. E, nesse cenário, sobre o pleito presidencial, a unidade se deu em torno da luta para evitar um retrocesso ao país. Ou seja, não permitir a vitória da proposta neoliberal, representada na candidatura do tucano José Serra. Assim, passado o primeiro turno, realizado no dia 3 de outubro, é importante fazer uma avaliação do que significou esse processo. Até porque a expectativa era de vitória da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno.


Importantes avanços

São boas as renovações que ocorreram nas assembleias estaduais, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, na eleição e reeleição de governadores progressistas. Nesse sentido, destacamos a vitória do povo gaúcho, que derrotou o mandato tucano de Yeda Crusius. Candidata à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul, Yeda se notabilizou no controle da mídia, na criminalização dos movimentos sociais e na repressão à luta dos trabalhadores.


Campanha presidencial

É importante ressaltar que, nesta a campanha presidencial, os graves problemas do povo ficaram ausente do processo. Evidenciou-se que a falta de debates em torno de projetos políticos e dos problemas principais que afetam a população brasileira. Assim, a campanha de Dilma Rousseff buscou apenas divulgar o desenvolvimento econômico e as políticas sociais do governo Lula e apoiar-se na popularidade do atual presidente. Com essa estratégia, obteve quase 47% dos votos, mas insuficientes para vencer no primeiro turno.

A candidatura do demotucano José Serra surpreendeu não por sua identificação com as políticas neoliberais, e sim pelo baixo nível de sua campanha. Foi agressivo, tentou interferir em julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), espalhou mentiras e acusações infundadas. Independente de qualquer outro resultado, a biografia do candidato já é a maior derrotada nessas eleições.

Já as candidaturas identificadas com os partidos de esquerda, que utilizaram o espaço eleitoral para defender os interesses da classe trabalhadora, infelizmente tiveram uma votação baixa.

Outro elemento importante neste atual quadro é o descenso social de duas décadas em nosso país. A fragmentação das organizações da classe trabalhadora e a fragilidade da política de comunicação com a sociedade também influíram no resultado eleitoral. 

Assim, as eleições deste ano demonstraram o poder nefasto e antidemocrático da mídia. Mas, por outro lado, potencializaram uma rede de comunicadores independentes, comprometidos com a liberdade de expressão, que enfrentaram o monopólio dos meios de comunicação. São avanços importantes rumo à democratização da informação e pelo controle social sobre meios de comunicação em nosso país. 


Segundo turno

No dia 31, o povo brasileiro terá de fazer sua escolha. De um lado, o demotucano José Serra. E, como já dissemos aqui neste espaço, atrás da candidatura Serra estão as forças do capital mais atrasadas e subservientes ao império estadunidense, os grandes bancos, a grande indústria paulista, o latifúndio atrasado de Kátia Abreu e o agronegócio “moderno” do etanol. Seu programa é um só: a volta do mercado, benefícios para as empresas e a repressão para conter as demandas sociais. Seria a prioridade no programa dos PPPs já aplicado em São Paulo: privatizações, pedágios e presídios.

De outro lado, a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Também como já dissemos, a candidatura Dilma representa continuidade do governo Lula e tem forças sociais entre a burguesia (temerosa da reação das massas), setores da classe média que melhoraram de vida e amplos setores da classe trabalhadora. Praticamente todas as forças populares organizadas têm sua base social apoiando a candidata petista.

Assim, o conjunto das forças populares e movimentos sociais, que mantêm o compromisso de defesa das bandeiras de lutas da classe trabalhadora e da construção de um país democrático, socialmente justo e soberano, defendem a candidatura de Dilma. Mas manterá a autonomia de luta independente do governo eleito. 

Infelizmente, os avanços do governo Lula em direção às bandeiras democrático-populares foram insuficientes, em que pese o acerto de sua política externa. Também preocupa constatar que, no arco de alianças da candidatura de Dilma Rousseff, há forças políticas que se contrapõem a essas demandas sociais.

Porém, fica uma certeza: José Serra, por sua campanha, pelo seu governo em São Paulo e pelos oito anos de governo FHC, tornou-se inimigo da classe trabalhadora e das nossas bandeiras de lutas. Pelo caráter anti-democrático e anti-popular dos partidos que compõem sua aliança e por sua personalidade autoritária, uma possível vitória sua significará um retrocesso para os movimentos sociais e populares em nosso país. Além disso, uma eventual vitória do demotucano será um retrocesso para as conquistas democráticas em nosso continente e representará uma maior subordinação aos interesses do império estadunidense.


Evitar o retrocesso

Por isso, frente a esse cenário, as forças populares e os movimentos sociais da Via Campesina declaram seu apoio e compromisso de lutar para eleger a candidata Dilma Rousseff. E o Brasil de Fato soma-se a essas organizações no sentido de derrotar o demotucano Serra e tudo o que sua candidatura representa. Ou seja, é preciso derrotar a candidatura Serra, pois ela representa as forças direitistas e fascistas do país.

Mas alertamos. É importante seguir organizando o povo para que lute por seus direitos e mudanças sociais profundas, mantendo a autonomia frente aos governos

No 2º turno, o voto é contra Serra!

Segue abaixo a carta do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens – com sua posição para este 2º turno da disputa pela presidência.

Precisamos estar cientes de nossa responsabilidade. A Dilma não é a candidata dos nossos sonhos, mas o Serra, sem dúvida, está em nossos piores pesadelos. Não ao atraso tucano. Não ao PSDB!

Eis a carta:

Em defesa dos interesses do Povo Brasileiro, vamos eleger Dilma Roussef presidenta do Brasil

Frente ao processo eleitoral e a disputa pela presidência da republica neste 071010_eleicoes2010segundo turno, manifestamos nossa posição política:

Desde o primeiro turno, nossa posição e nosso envolvimento orientaram-se para derrotar os setores que se configuravam como inimigos da classe trabalhadora, pois, não admitimos recuar em avanços que o povo brasileiro obteve nos últimos anos.

A candidatura Serra representa o projeto e todo o conjunto de políticas do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), que causou grande estrago aos trabalhadores a ao povo brasileiro. Por trás de seu projeto neoliberal está o interesse de retomar as privatizações; entregar o patrimônio público e as riquezas naturais às grandes corporações internacionais; promover uma ofensiva sobre os direitos trabalhistas e legitimar o processo de criminalização sobre os mais pobres e os setores organizados da sociedade.

A candidatura Serra representa a aliança e a subordinação às políticas dos Estados Unidos e à política de golpismo, que as forças ultraconservadoras permanentemente tentam implementar sobre os trabalhadores de vários países. Seu verdadeiro interesse está em colocar o Estado brasileiro a serviço dos setores que sua candidatura representa.

Entendemos que os avanços obtidos nestes últimos anos foram insuficientes e mantemos nossa posição crítica sobre questões estruturais. No entanto, neste momento não podemos retroceder, é hora de eleger Dilma presidenta do Brasil. Mas, desde já, é necessário construir unidade entre o campo e cidade para criar força social e fazer as lutas que serão necessárias para enfrentar e derrotar a direita e seus planos de ataque aos trabalhadores – que tendem ser a permanentes, mesmo após o processo eleitoral.

Portanto, conclamamos todos os lutadores e lutadoras do povo brasileiro, militantes sociais, lideranças e organizações de todas as partes do Brasil, do campo e da cidade, para sair às ruas, bairro por bairro, comunidade por comunidade, conversando com as pessoas e trabalhando de forma permanente para derrotar Serra/FHC e elegermos Dilma Presidenta do Brasil.

Água e energia, não são mercadorias!

Boatos religiosos contra Dilma

Dilma Rousseff
Não ao atraso. Xô Tucanos!
Se não deixei claro antes, reforço agora: meu voto no 2º turno é na Dilma! É como li em algum lugar: Dilma está longe de ser a presidente dos meus sonhos, mas Serra, com certeza, está nos meus piores pesadelos.

Mas a motivação para esta postagem vem do seguinte ponto: vejo muitos petistas entusiasmados em formar verdadeiras frentes virtuais anti-boatarias, como as que infestaram a última semana de campanha e tiraram milhões de votos da candidata petista.

E quem não tiver esta análise, peço que pense com carinho ou me sugira um outro motivo. Mas não vejo como ser diferente. Por muito tempo o PSDB-DEM-Imprensa burguesa apostaram na tática de bater na Dilma pela questão da Erenice e bla-bla-bla. Nesta fase não conseguiram tirar um voto sequer da Roussef. Mas bastou atentarem para a necessidade de apelar para temas como aborto, homossexualismo para a campanha de Serra ganhar uma cara.

Pois a reflexão que trago, enfim, é a seguinte: não foram os boatos na internet que tiraram votos da Dilma não. Sou um entusiasta das possibilidades infinitas que internet traz, mas o alcance ainda é limitado. O que tirou mesmo votos da Dilma, acredito eu, foram os ataques orquestrados de parte das igrejas evangelicas e do setor mais conservador da igreja católica. Ouvi este relato de camaradas em outras cidades e presenciei isso muito fortemente aqui em Petrolina.  



Pelo que senti, inclusive, o estrago só não foi maior porque a Igreja Universival sempre esteve fechada com a candidata governista e serviu como campo de resistência neste espaço de disputa. As rádios religiosas foram instrumentos importantes.

Os setores progressistas da Igreja Católica e de outras Igrejas precisam agir fortemente nesta questão. Há de se ter cuidado de não levar o discurso da candidata ainda mais para a direita. Mas não dá pra deixar os boatos progredirem ainda mais. Chega de preconceito e de atraso.


Eleições politizadas? Onde?

Onde está o poder?


Impressionante como um processo eleitoral tão dispendioso para o povo brasileiro não contribui em absolutamente nada para um aumento de consciência de nosso povo. 


Mesmo que isto seja esperado, não consigo deixar de me indignar. Só com o horário eleitoral (que não tem nada de gratuito) o povo brasileiro arca com quase R$ 1 bilhão. Dá para imaginar o resto de toda estrutura, né?

O fato é que eleição a eleição, a tendência que percebemos, com raras exceções, é de um completo esvaziamento do debate necessário sobre as questões e problemas brasileiros. E quem poderia qualificar as discussões, muitas vezes se perde no moralismo que não leva a canto nenhum, vide a campanha da senadora Heloisa Helena nas eleições presidenciais passada.

Acredito que o debate nunca foi tão fraco como tem sido este ano. O Plínio, apesar dos muitos defeitos atrelados à sua candidatura, é quem ainda traz alguns elementos importantes. Infelizmente as candidaturas do PCB e do PSTU também não tem cumprido o papel de discutir o Brasil.

E o que falar da candidatura petista? Nas eleições de 2006, Lula ainda trouxe a pauta da questão das privatizações do governo FHC, etc. E o que traz a Dilma? Não sei. E em alguns pontos, sua campanha mais deseduca. E exemplifico trazendo um pouco da área com a qual trabalho: a saúde. Um espaço foda pra poder discutir acesso à saúde, atenção integral, qualificação da rede, da atenção primária… E qual a proposta da ministra? 500 UPAs! Aí é pau, né? Bancar esta idéia, fortalecendo o imaginário social da atenção biomédica é intragável para uma candidatura dita de esquerda.

Ao menos deu pra se divertir acompanhando o desespero completo do PSDB/DEM/Grande mídia com a derrota iminente! Lances hilários e descaramento da mídia. 

E nas eleições pra governo estadual? A situação é sofrível. Estou por uns dias em Fortaleza e hoje pude assistir o debate organizado pelo DCE da UFC. Só para se ter uma idéia, para o candidato do PSTU, a solução para o uso descontrolado de agrotóxicos é a “estatização do agronegócio” (????). A candidata do PSOL não expôs sequer uma proposta. Nem sobre saúde, nem sobre habitação, nem sobre educação, nada. Restringiu-se a um debate moralista, lembrando-me os tempos de HH. Para o candidato do PSDB ao justificar a proposta de escolas em tempo integral (ops, uma proposta) disse que era uma forma de nao deixar o jovem com tempo ocioso podendo ter tempo para se envolver com crimes, violencia, drogas, etc. Ou seja, o jovem não tem protagonismo, não tem criatividade, não tem potencialidades. Tem só defeitos e quanto menos tempo livre tiver, menos besteiras fará. O resumo final da história é que em cerca de 2 horas de debate que assistí, praticamente não se falou em propostas. Sobravam ataques e defesas. 

E em Pernambuco? Gostei de uma análise do PSOL que aponta pro fato de Eduardo Campos estar construindo e fortalecendo o novo campo da direita em Pernambuco. Basta ver quem compõe o poder no Estado hoje. Basta ver o esforço que o governo tem feito pra escantear João Paulo. 
Só para nao deixar passar, o que Eduardo tem feito com a saúde, não vi nem os de “direita” fazerem. Para além de fazer confete ao defender que os problemas na saúde se resolverão com hospital e UPA, o governador tem sido fiel à prática de entrega do estado. O IMIP já tem sido definidor de muitas das políticas de saúde em nosso estado. E a tendencia é isso se intensificar. Infelizmente.

Faz um tempo que precisava desabafar (rs). O grande nó é que para a grande maioria dos partidos, disputar eleição tornou-se parte da estratégia e não da tática. A vitória eleitoral passou a ser objetivo-fim. E infelizmente tem sido este o caminho dos que tem feito esta opção. Definitivamente, não sou contra as eleições por principio. Tenho convicção que já foi e ainda será uma boa tática de luta, a depender da conjuntura colocada. Basta olhar as experiências que a História nos mostra. 

Não precisamos nem ir muito longe: exemplo da Bolívia. Muitos me apontam como um bom resultado da disputa eleitoral. E eu concordo. Mas há de se considerar o contexto social e politico em que se encontrava / se encontra aquela nação. Houve um acumulo por parte das forças de esquerda bem importante antes da disputa eleitoral, que passou a ser mandatória em determinado momento. Vivemos um momento em que é preciso acumular forças na sociedade e, infelizmente, as eleições não tem cumprido este papel para o campo popular. Lenin colocava como um dos indicadores para avaliar as ações políticas o quanto que estávamos fortalecendo a consciência de classe da população? E aí?

De toda forma, e sempre considerando que não existem fórmulas e é o contexto o definidor da escolha de determinadas práticas para determinados locais, há candidaturas que ajudam, que estão próximas das manifestações populares, que estão do lado dos movimento sociais. Uma delas é a do Deputado Federal, e candidato à reeleição, Paulo Rubem Santiago do PDT-PE. Votei em Paulo nas últimas eleições e votarei novamente. Tenho certeza que seu mandato continuará contribuindo com muitas das lutas em nosso Estado. Há duas outras candidaturas pelas quais torço: Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP), ambos pelo PSOL. Parlamentares muito combativos e que também devem exercer bom papel, através de seus mandatos, durante os próximos 4 anos.

Eleições em Pernambuco e meus votos!


Definitivamente, estas eleições não vão mudar a vida de ninguém. Como está colocado hoje, o processo eleitoral brasileiro se trata de um grande teatro, onde grupos situacionistas e oposicionistas disputam quem irá gerir o caos.

Onde está o nó?? Não há como dar respostas imediatas a problemas estruturais do país, como saúde, educação, todos os tipos de violências. Até porque exigiriam transformações que não seriam permitidas pela composição de nosso estado.

Por outro lado, é um processo que deseduca, desmobilizando a classe trabalhadora.

Mas tal como está, ainda não é um processo superado. Não há como fingir que ele não existe.

Cogitei defender o voto nulo geral, mas seria uma atitude que talvez não contribuisse com a reorganização das forças populares.

Mas diante de um quadro tão ruim em nosso estado, poucas são as candidaturas que destaco. Vamos a elas:

Se votasse em Jaboatão dos Guararapes:
Sem dúvida alguma meu voto seria em Paulo Rubem Santiago, no PDT, para Prefeito. Das três principais cidades da Região Metropolitana do Recife, Paulo Rubem é, disparado, a melhor candidatura. Tanto pela sua história, quanto por sua coerência em momentos cruciais da política em nosso estado.

Se votasse em Recife:
Aqui a situação começa a ficar mais difícil. Tenderia a votar no Roberto Numeriano, do PCB. Apesar da fraquíssima estrutura, é o programa mais combativo, com um candidato preparado. Votar em Edilson, do PSOL, seria outra opção. Mas muito me incomoda as tabelinhas que Edilson faz com a direita clássica.

E como voto em Olinda:
Estou lascado.
Parto de dois pressupostos:
– Não voto no irmão do Renan Calheiros, o Renildo, do PCdoB, nem a pau. Para se ter idéia de como o governo de Luciana foi ruim, basta ver que o candidato da situação quase não a mostra em seus materiais de campanha. E ainda sobre o Renildo… todos se lembram da relação promíscua de Renan e Olavo Calheiros com a Schincariol? Pois bem, tal cervejaria foi a principal doadora da última campanha para deputado federal de Renildo. Para comprovar, clica aqui.

– Também não quero ver Jacilda, do PMDB, no 2º turno de jeito nenhum. Representa o que há de mais atrasado e reacionário na política hoje em Olinda.

Então, trabalho com três cenários:
1 – Votar na candidatura do PSOL, no Marcos. Conta muito negativamente o fato de não conhece nada do partido em olinda ou do candidato.
2 – Votar nulo
3 – Votar com vistas a impedir um 2º turno com a presença de Jacilda. É a possibilidade mais remota.

De fato, situação muito complicada.

Meu único voto certo em Olinda é para vereador. É em Marcelo Santa Cruz. Apesar de ser petista e da base governista, é um político de uma seriedade enorme e muito compromissado com os movimentos sociais e com a luta pelos direitos humanos.

Mas reafirmo: transformações concretas não virão da disputa eleitoral como ela está colocada hoje. É preciso construir o poder popular, para superação deste estado.