Vai um McEmprego aí?

O Trabalho Escravo é outro grande problema ainda em nosso país
Uma das grandes notícias de hoje é sobre a ação em andamento, tocada pelo Ministério Público do Trabalho, que pede R$ 50 milhões a McDonald’s como pagamento por dano moral coletivo.
É sabido de todo mundo que os trabalhadores e as trabalhadoras desta empresa são superexplorados de várias formas. Uma delas já foi motivo de vitória dos trabalhadores em ação anterior que é o que eles chamam de jornada móvel variável. Além desta, também tiveram outros ganhos, como a possibilidade de realizar refeições em qualquer lugar, não necessariamente com lanches da própria empresa.
Sobre a ação mais recente, está marcada para as 14h de hoje a primeira audiência do processo na 11ª Vara do Trabalho em Recife.

O Jornal Brasil de Fato tem publicado sempre reportagens sobre o tema. Um delas que tem leitura obrigatória é a que segue:
McDonald’s: Maus tratos e superexploração

Mais informações no site do MPT

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O Direito de Greve é uma conquista histórica da Classe Trabalhadora.

Nos últimos dias um assunto dividiu espaço nos jornais e na internet com o assunto preferido da mídia burguesa, o julgamento do suposto mensalão.
Estou falando da proposta retomada “nas coxas” que trata do cerceamento do direito de greve dos trabalhadores no Brasil. O projeto é o 710/2011 do senador Aloysio Nunes do PSDB-SP e representa o pensamento do que há de mais atrasado em nosso país. Para se ter só uma idéia, ele define corte de ponto integral desde a deflagração da greve, paralização de no máximo 50% dos trabalhadores mesmo em setores não considerados essenciais e pesadíssimas multas aos sindicatos caso haja definição de ilegalidade por parte da justiça.
Sobre isso queria fazer 3 considerações:
1) Algumas pessoas esquecem, e outras omitem por conveniência, que o direito à greve é uma conquista da classe trabalhadora. E a partir desta conquista muitas outras foram potencializadas e ganharam corpo ao longo da história. Um grande exemplo foram os conjuntos de mobilizações e luta construídas ao longos dos anos que se colocaram pelo fim da ditadura militar no Brasil e culminaram com todo o processo das Diretas JÁ, chegando, finalmente, à grande vitória que foi a implementação da democracia em nosso país.
Então é preciso estar sempre evidente que direito à greve não é uma concessão da burguesia ou do Estado, mas um verdadeiro direito, adquirido à base de muita luta e de muito sangue.
2) Como foi afirmado em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal esta semana, não dá para separar o debate sobre a regulamentação do direito de greve no setor público da definição paralela sobre uma política de reestruturação das carreiras e a definição de uma política de reajuste para as categorias. Não dá. São debates que precisam estar estreitamente relacionados.
3) E por fim, mas não menos importante, é uma consideração sobre o momento em que se decide discutir isso, ainda mais de maneira tão abrupta. Acabamos de passar por um processo em que cerca de 20 categorias estiveram de greve (algumas ainda estão) que representou uma paralisação de mais de 300 mil trabalhadores Brasil à fora. E neste contexto, há toda uma gama de ataques por parte do setores conservadores, como a grande mídia, que tenta criminalizar toda a mobilização diuturnamente.
Junte-se o fato de termos uma correlação de forças extremamente desfavorável no Congresso Nacional, a despeito de se ter um governo que se coloca, em partes, no campo da esquerda.
Em épocas de descenso, ou quando o ascenso ainda não representa maiores mobilizações sociais, simplesmente não dá para ficar mexendo em direitos, pois tais movimentações podem nos levar a uma pior situação. E é isso que parece estar em vista. 
É preciso exigir firme postura contrária a estas movimentações no Senado e na Câmara Federais e exigir do Governo de Dilma que não mexa nos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras de nosso país.

MST apoia luta das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação

MANIFESTO DE SOLIDARIEDADE À LUTA DOS TRABALHADORES E DAS
TRABALHADORAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS


Nós do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, expressamos para toda a sociedade nosso apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da educação em  uta.

Desde o seu nascimento, o MST tem lutado pela educação. Temos a convicção de que a luta  por escola, se faz, fazendo escola.

Como fruto da mobilização e luta permanente, conquistamos mais de 1500 escolas do campo.

Somos contra a política do Estado brasileiro de fechamento das escolas do campo. Para nós: Fechar Escola é Crime!

Defendemos a expansão e a interiorização da educação. No entanto, isso não pode representar a precarização educacional.

Manifestamos nossa solidariedade de classe aos trabalhadores e às trabalhadoras das
universidades federais em greve.

Nos somamos na defesa de sua justa pauta de reivindicação:
− Contra o produtivismo: Educação não é mercadoria;
− Pelo aumento de salários;
− Pela garantia do plano de carreira;
− Pela qualidade da educação;
− Pela destinação de 10% do PIB para a educação;
− Contra a apropriação do público pelo privado através da privatização indireta em curso.

A universidade pública não pode estar à serviço do capital e do mercado. A universidade deve ser um espaço de pesquisa, produção e divulgação do conhecimento.

Nos colocamos nas ruas e nas lutas ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação.
Empunhando as bandeiras da Reforma Agrária e da Educação Pública de qualidade e gratuita, seguimos na construção de um país soberano.

“A educação não é a única alavanca para transformação da sociedade, mas sem a educação, a transformação não ocorre.” Paulo Freire

Direção Nacional do MST
Junho – 2012

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