La demonización de Chávez

Comandante Hugo Chávez


Por Eduardo Galeano

Hugo Chávez es un demonio. ¿Por qué? Porque alfabetizó a 2 millones de venezolanos que no sabían leer ni escribir, aunque vivían en un país que tiene la riqueza natural más importante del mundo, que es el petróleo.

Yo viví en ese país algunos años y conocí muy bien lo que era. La llaman la “Venezuela Saudita” por el petróleo. Tenían 2 millones de niños que no podían ir a las escuelas porque no tenían documentos. Ahí llegó un gobierno, ese gobierno diabólico, demoníaco, que hace cosas elementales, como decir “Los niños deben ser aceptados en las escuelas con o sin documentos”. Y ahí se cayó el mundo: eso es una prueba de que Chávez es un malvado malvadísimo.

Ya que tiene esa riqueza, y gracias a que por la guerra de Iraq el petróleo se cotiza muy alto, él quiere aprovechar eso con fines solidarios. Quiere ayudar a los países suramericanos, principalmente Cuba. Cuba manda médicos, él paga con petróleo. Pero esos médicos también fueron fuente de escándalos. Están diciendo que los médicos venezolanos estaban furiosos por la presencia de esos intrusos trabajando en esos barrios pobres.

En la época en que yo vivía allá como corresponsal de Prensa Latina, nunca vi un médico. Ahora sí hay médicos. La presencia de los médicos cubanos es otra evidencia de que Chávez está en la Tierra de visita, porque pertenece al infierno. Entonces, cuando se lee las noticias, se debe traducir todo. El demonismo tiene ese origen, para justificar la máquina diabólica de la muerte.

Fonte: http://www.theclinic.cl/2013/01/06/la-demonizacion-de-chavez/
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Instituto Millenium: a direita que tem corpo e rosto

América Invertida de Joaquín Torres García (1943)
América Invertida de Joaquín Torres Garcia
Em um momento de preocupação com as notícias sobre a saúde do Comandante Chávez, tenho acompanhado atento a alguns dos passos dados pela direita em nosso país. 
Não falo somente da direita partidária não. Esta, coitadinha, está “perdida” e “mal paga”. Sozinha, não faz mal a uma mosca.
Refiro-me à direita que está incrustada na imprensa, na justiça, nas instituições, e por aí vai.
Esta direita é a mesma direita do Paraguai, da Venezuela, de Honduras.
Sempre foi e continua golpista. Só espera oportunidades. É um erro achar que ela está morta.
E particularmente agora tenho tentado entender um dos setores que compõe esta direita. É uma espécie de extrema-direita brasileira. Organiza-se no Instituto Millenium e possui alguns ramos na sociedade. Não tem lá muita força, é meio caricata, mas sua disposição serve de alerta.
Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, é uma das lideranças do Millenium. O mesmo que chamou o Oscar Niemeyer de idiota.
Nestas horas, fica ainda mais claro para mim o erro de alguns setores da esquerda que preferem se debater com outros setores da própria esquerda. E assim esquecem (esquecem?) do que é central, de quem realmente são nossos inimigos. Um erro na análise leva, necessariamente, a um erro na ação. É preciso ter muita clareza sobre quem são estes inimigos nossos para que não desperdicemos energias na luta de classes.
Sugiro os dois links abaixo como introdução para entendermos com quem estamos lidando:
O primeiro é um texto do Alex Solnik, “Vanguarda Popular: a direita sai do armário“. Um pequeno dossiê que traz alguns detalhes de quem comanda e o que quer o Instituto Millenium.
O outro chama-se “Saudade de 1964” e traz mais detalhes do Instituto e o que quer esta direita.
Tão importante quanto nos conhecermos é conhecer bem o outro lado. Acertar na análise é fundamental.

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Por que o Exército dos Estados Unidos continua estudando o Rio São Francisco?

Rio São Francisco
Em meados de julho/agosto deste ano ganhou destaque na mídia o contrato que o Ministério da Integração Nacional havia acertado com o Exército dos EUA para estudos no Rio São Francisco. Fato este também divulgado aqui no blog:


Trata-se de um acordo assinado entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba  (CODEVASF), órgão submetido ao Ministério da Integração Nacional, com o Corpo de Engenheiros do Exército Americano (USACE). A justificativa é de se encontrar formas de tornar o Rio São Francisco navegável. O contrato chega a um valor de R$ 7,8 milhões e foi assinado em dezembro de 2011.

Até aí já sabíamos. A pergunta que fica é: por que o governo brasileiro ainda não tomou nenhuma atitude quanto a isso? Será este Corpo de Engenheiros do Exército Americano tão superior em conhecimento ao que existe no país hoje nas universidades e até mesmo dentro do exército brasileiro?

Frans Post
Pesquisando na internet vejo que o estudo também pretende a investigação geológica, avaliação geotécnica, análise da qualidade da construção, análise hidrologia e outros estudos.”

No mínimo curioso. Ainda mais em uma época em que está cada vez mais reconhecido, e ganhando importância econômica, o potencial em recursos minerais da região.
Sugiro uma olhada no link que segue. Resume um pouco deste potencial mineral:

O USACE foi criado em 1982 com a justifica de servir de apoio em situações de desastre nos Estados Unidos, mas também para apoiar ações militares como no Afeganistão e no Iraque.

Li algo sobre a Comissão de Relações Exteriores da Câmera de Deputados ter pedido esclarecimentos ao Governo Federal, mas parece que até hoje não houve ainda nenhum posicionamento oficial. E precisamos dele. Este não é um questionamento puramente ideológico. Estamos nos referindo essencialmente a uma questão de soberania nacional.


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Quando caem as máscaras da grande mídia

Navegando por estes grande portais de notícia não é difícil se deparar com tentativas grosseiras de manipulação da realidade.
Há pouco ao acessar o Portal Terra, me deparei com a imagem abaixo:

Obviamente que esta manchete chamou a minha atenção. Baseada em que a Dilma estaria pedindo o fim da produção de armas nucleares no Irã? As provas teriam aparecido nas últimas 24 horas?
Então, ao clicar para assistir o trecho do vídeo destacado pela empresa ‘jornalística’, me dei conta de que Dilma não falou nada disso. Aliás, passou bem longe.
De uma maneira em geral, ela fez uma pesada crítica à Islamofobia e a qualquer tentativa de “ação militar unilateral contra instalações no Irã”.
Mais do que isso, propos uma “zona livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio.”
Ou seja: sua crítica parece estar muito mais direcionada a Israel, e não ao Irã. Sabe-se da existência de armas nucleares por lá há muito mais tempo que as especulações, lançadas por setores ligados a OTAN, sobre a produção de tais armamentos no país presidido por Mahmoud Ahmadinejad.
De fato, a grande mídia, apesar de todo o investimento, não consegue controlar seu ímpeto em misturar jornalismo a mentira e manipulação.

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A Crise do Capital, a Desiguldade Social e a Desnacionalização do Brasil

É preciso entender a fundo a crise do capital
Na semana passada fizemos um estudo da conjuntura a partir de uma análise de conjuntura elaborada pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – que ficou muito interessante. 
De uma maneira em geral, ela faz um apontamento no mesmo sentido que vários economistas têm feito: caminhamos para um cenário de forte crise na economia mundial. E se em 2008, quando os impactos começaram se tornar mais evidentes, foi possível, através de medidas anticíclicas, deixar o Brasil um tanto imune, desta vez o quadro parece sinalizar para um desfecho bem mais delicado.
Para um maior detalhamento, sugiro fortemente a leitura da análise na íntegra através deste link.
Mas dois pontos me saltaram à vista e gostaria de comentar brevemente por aqui:
1) O primeiro deles é o forte processo de desnacionalização em curso no Brasil. Uma pesquisa mostra que só no primeiro semestre de 2012, 167 empresas de capital nacional foram adquiridas por corporações estrangeiras.  A maior parte (71 empresas nacionais) por transnacionais com sede nos EUA, vindo em seguida corporações da França, Inglaterra e Alemanha. E as empresas adquiridas pelo capital estrangeiro estão nos mais diversos setores, destacando-se empresas de serviços para empresas, tecnologia da informação e produtos químicos e farmacêuticos. Nada estratégicos, hein?
2) O segundo tem a ver também com os recursos levantados por estes antigos empresários nacionais: O Brasil é o quarto país com maior volume de recursos depositados no exterior. Só em 2010, nada menos que US$ 520 bilhões, mais de 1 trilhão de reais, estavam depositados pelos ricos em paraísos fiscais. Este valor, para se ter uma idéia, representa cerca de 30% do PIB registrado em 2010 e é muito maior que a dívida externa brasileira, totalizada em US$ bilhões. Tal quantia depositada no exterior só perde para a grana dos chineses, dos russos e dos coreanos.
Estes dados podem ser encontrados no relatório The Price of offshore revisited, da ONG inglesa Tax Justice Network, segundo o texto do DIEESE.
No texto completo é possível ter muitas informações e, como já citei, vale a pena gastar um tempinho nesta leitura e análise.

ALBA rechaça ameaça britânica ao Equador

Manifestantes em frente à Embaixada Equatoriana na Inglaterra
Durante esta semana o Equador, do presidente Rafael Correa, tomou a importante decisão de conceder asilo político ao Julian Assange, fundador do Wikileaks.
Atualmente Assange está protegido há dias na embaixada do Equador na Inglaterra. O grande problema é que a Grã-Bretanha tem feito as mais diversas ameaças possíveis, chegando ao cúmulo de anunciar que invadiria aquele espaço equatoriano, sob o pretexto de que o “criminoso” Assange deveria estar preso.
A novidade política é que a ALBA – Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América – reuniu extraordianariamente seu Conselho Político neste sábado e aprovou uma resolução que traz oito pontos:
1 – Rechaça as ameaças intimidatórias proferidas pelo Reino Unido contra o Equador

2- Ratifica o respaldo ao direito soberano do governo do Equador de ortogar asilo diplomático a Julian Assange

3- Expressa seu rechaço à posição do Reino Unido de pretender resolver de maneira que contraria o direito internacional

4 – Apoia a solicitação de convocatoria por parte da UNASUL para debater a posição hostil do Governo do Reino Unido

5 – Considera pertinente promover na ONU um amplo debate acerca da inviolabilidade das sedes diplomáticas

6- Adverte ao Governo do Reino Unido acerca das consequências que se desencadeariam no caso de uma agressão à integridade territorial do Equador.

7 – Faz um chamado aos governos do mundo, aos movimentos sociais e à intelectualidade a se colocarem contrários a esta atitude do Reino Unido

8 – Se compromete a fazer o maior esforço para dar maior difusão e publicidade a esta declaração
Neste domingo deverá ocorrer uma reunião da UNASUL com os ministros das relações exteriores de cada país membro para também tratar deste assunto.

Fonte: cubadete.cu

Atualização:
Julian Assange quebrou o silêncio e fez um discurso hoje na Embaixada do Equador. Leia na íntegra em espanhol.

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Nota da Consulta Popular sobre Golpe no Paraguai


NOTA DA CONSULTA POPULAR:
TODO APOIO AO PRESIDENTE FERNANDO LUGO E AO POVO PARAGUAIO QUE SOFRE UM GOLPE DEESTADO!
A Consulta Popular, por meio da sua Direção Nacional, vem expressar a sua profunda indignação frente a mais um golpe de Estado em nosso continente.
Desde a ascensão de Fernando Lugo à presidência da república (em 2008), os setores conservadores, que dominaram o Paraguai numa ditadura que durou mais de seis décadas, inviabilizam as mudanças naquele país irmão.  O Presidente Lugo esteve todo esse tempo (desde a sua eleição) sob a ameaça de golpe, em virtude da fragilidade de apoio ao governo no congresso.
Lugo vêm sofrendo grandes dificuldades, visto que o parlamento paraguaio ainda se concentra nas mãos do Partido Colorado que tenta – numa farsa muito bem orquestrada – provocar um golpe, mascarando-o com elementos institucionais. Neste intento, arrastou para o seu lado, o PLRA – Partido Liberal Radical Autêntico, que conta com 14 representantes no congresso, o qual retirou o seu apoio ao presidente, além de aprovarem juntos (Colorados e Liberais), e numa rapidez absurda, a instauração de impeachment contra Lugo.
Vale destacar, que esses setores direitistas são intimamente ligados às oligarquias e aos latifundiários, grandes produtores de soja para exportação, dentre os quais, brasiguaios como Tranquilo Favero, o mais rico do país.

Foram justamente estes setores que instigaram os Policiais do Grupo de Operações Especiais à matança de camponeses pobres ocorrida na semana passada. O que se passou em Curuguaty trata-se de um plano de desestabilização de seu governo, visto que recentemente Lugo assumiu uma postura mais firme, visando avançar na reforma agrária, resolver o problema das terras irregulares (Morunbí) e outras medidas progressistas, o que tem gerado oposição ferrenha dos partidos tradicionais.
Dentre as inúmeras acusações abstratas que fazem contra o Presidente no processo de impeachment, todas elas existem sem provas. Ademais, mesmo se comprovando algo (o que é impossível, em virtude da farsa), se trataria de crimes comuns, os quais exigiriam um rito próprio, não sendo devido, portanto, o processo político de impeachment. Além disso, alegam que Lugo tem politizado o exército e mantém ideologia marxista e bolivariana, ficando claro, portanto, os seus interesses de classe.
No mesmo momento em que se instaurou a crise política no país irmão, o governo dos Estados Unidos da América, através, de seu porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado, William Ostick, afirmou que se deve respeitar o processo contra o presidente Lugo. Tornando-se claro os interesses do Império na queda do Presidente Lugo que visa uma integração continental que fere aos objetivos dos EUA.
Neste momento, é dever de todas as forças populares manifestar à sua absoluta contrariedade ao Golpe, expressando completo e irrestrito apoio ao Presidente Lugo e ao povo Paraguaio.
A queda de Lugo significa um retrocesso na correção de forças do continente, uma vez que abre espaço para que as forças direitistas voltem assumir o executivo, através do Federico Franco, do Partido Liberal. Mais do que isso, representa um passo a trás frente ao projeto continental que visa dá respostas aos anos de avalancha neoliberal e à atual crise capitalista.
Caberá a Fernando Lugo e ao povo Paraguaio, reverter a situação e ir em frente no projeto de tornar o Paraguai Livre, Democrático e Soberano. Este foi o intento do povo paraguaio expresso nas urnas. Neste momento, o povo nas ruas reafirma o apoio ao presidente e exige que as medidas populares sejam implementadas.
 É fundamental que os países que compõem a UNASUL – União de Nações Sul-Americanas manifestem uma postura firme e contundente contrária ao Golpe de Estado em curso, expressando solidariedade e respaldo político ao Presidente democraticamente eleito nas urnas, exigindo-se o retorno imediato de Lugo às suas atribuições.
À militância “é preciso passar a ação”. Que se organizem nos próximos dias atos de solidariedade, decorações, ações de rua, atividades na embaixada Paraguaia no Brasil etc, demonstrando completo apoio ao Presidente Fernando Lugo e contra o Golpe, o qual nada mais é do que uma demonstração das forças à serviço do Império visando impedir os avanços democráticos e populares em nosso continente. 
Colorados e Liberais são inimigos do povo Paraguaio!
Os golpistas não passarão!
Todo apoio ao Presidente Lugo!
Um golpe contra o Paraguai é mais um golpe contra a América Latina!
Abaixo o Imperialismo!
América Latina Livre, Venceremos!
Direção Nacional da Consulta Popular.
São Paulo, 22 de junho de 2012. 

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E o Golpe no Paraguai foi dado…

Estamos com Fernando Lugo!

Aconteceu. Em um prazo menor que 24 horas, o senado acaba de votar pelo golpe e derrubada do Presidente Fernando Lugo.

Momento triste para toda a América Latina combativa.

Que a resistência esteja pronta e que os demais governos progressistas e movimentos da AL se posicionem fortemente.

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Golpe de Estado em curso no Paraguai

Enquanto aqui nossa esquerda se divide entre os que acham Maluf bonitinho e os que acham Maluf feio e chato, a vida real acontece a todo vapor. Neste momento, por exemplo, está em curso um golpe de estado no Paraguai.

Segue abaixo declaração dada há poucos minutos por Fernando Lugo, presidente democraticamente eleito.


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