Nelson Mandela e Fidel Castro

Do sítio OperaMundi

Foram quase três décadas na prisão. Quando Nelson Mandela, enfim, conseguiu sua liberdade, uma das prioridades foi visitar outro revolucionário, só que da América Latina: Fidel Castro.  O encontro aconteceu em Havana, em 1991, quando o líder sul-africano fez questão de ressaltar sua admiração e respeito pelo cubano.

“Você ainda não veio para o nosso país. Quando virá?”, perguntou Madiba, em tom de brincadeira.


Agência Efe

Fidel e Mandela em 1998, na África do Sul

Quando Mandela desembarcou em Cuba nessa ocasião, os cubanos saíram às ruas, maciçamente, para receber o líder sul-africano. Alías, Madiba recebeu das mãos de Fidel o título de honra do estado cubano, que é considerada uma das maiores condecorações do país. “Se você perguntar para qualquer cubano quem Mandela é, ele provavelmente vai te colocar ele como um dos mais importantes homens da história da humanidade.”


Em Cuba, se comemora no dia 18 de julho o “Dia Internacional de Nelson Mandela”. A revolução cubana em 1959, dizem historiadores, foi inspiração para o jovem Mandela. Mais tarde, em 1970, quando o exército cubano treinou e deu suporte às Forças Armadas Populares de Libertação de Angola durante a guerra civil local, os revolucionários se aproximaram, estreitando laços – de admiração sobretudo -, que até o último dia do líder africano permaneceram intactos.

Em 1994, como primeiro presidente negro da história da África do Sul, Madiba recebeu Fidel e retribiu as gentilezas dos anos anteriores. “O que Fidel Castro fez por nós é difícil descrever em palavras”, disse Mandela na cerimônia de posse. “Na luta contra o Apartheid, ele não hesitou em nos dar toda a ajuda necessária. Agora que estamos livres, temos muitos médicos cubanos trabalhando aqui no nosso país”, disse, agora emocionado pela ajuda cubana.


Logo após a posse de Mandela em 1994, Cuba e África do Sul assinaram o primeiro tratado entre os países, estabelecendo formais relações diplomáticas. 

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O dia em que Fidel Castro pediu 10 doláres ao presidente Roosevelt

Pequenos detalhes da história da humanidade podem não ser signficativos para os rumos da própria história, mas podem ser interessantíssimos. E um destes seria uma troca de correspondências entre um menino morador de Santiago de Cuba, chamado Fidel Castro, e o presidente dos Estados Unidos Franklin D. Rossevelt (ou algum assessor seu).

O que se sabe é que por volta dos 13 ou 14 anos de idade, o jovem Fidel teria escrito uma singela carta ao presidentes dos EUA e que teria recebido uma resposta, o que teria provocado um certo rebuliço em sua escola na época.
Sobre o conteúdo da carta há pequenas divergências no conteúdo, mas todas mais ou menos com a mesma linha. Segundo Ignacio Ramonet, eem seu livro Fidel Castro – biografia a duas vozes, a carta teria sido a seguinte:
“Presidente dos Estados Unidos… Se o senhor quiser, me dê uma nota verde americana de dez doláres na carta, porque nunca vi uma nota verde americana de dez dólares e eu gostaria de ter uma. Meu endereço é Sr. Fidel Castro, colégio Dolores, Santiago de Cuba, Oriente-Cuba… Não sei muito inglês mas sei muito espanhol, e imagino que o senhor não sabe muito espanhol mas sabe muito inglês, porque o senhor é americano mas eu não sou americano…”.

Infelizmente não consigo achar a resposta, mas informações dão conta de que ela existiu. Óbvio que sem o dinheiro, mas existiu.
O próprio Fidel fala de piadas que viriam a ser feitas posteriormente acerca da possibilidade de termos uma história mundial diferente se o Roosevelt tivesse mandado a danada da nota de 10 dólares kkk.

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Fidel Castro: O dever de se evitar uma guerra na Coreia

Como sempre, Fidel Castro nos brinda com sua grande inteligência e pacifismo. Desta vez, em curto artigo, nos traz algumas reflexões sobre a responsabilidade que EUA e Coréia do Norte devem ter com toda a população de nosso planeta.
Segue abaixo o texto. Bom proveito!
Fidel Castro
“Hace unos días me referí a los grandes desafíos que hoy enfrenta la humanidad. La vida inteligente surgió en nuestro planeta hace alrededor de 200 mil años, salvo nuevos hallazgos que demuestren otra cosa.
No confundir la existencia de la vida inteligente con la existencia de la vida que, desde sus formas elementales en nuestro sistema solar, surgió hace millones de años.
Existe un número prácticamente infinito de formas de vida. En el trabajo sofisticado de los más eminentes científicos del mundo se concibió ya la idea de reproducir los sonidos que siguieron al Big Bang, la gran explosión que tuvo lugar hace más de 13.700 millones de años.
Sería esta introducción demasiado extensa si no fuese para explicar la gravedad de un hecho tan increíble y absurdo como es la situación creada en la península de Corea, en un área geográfica donde se agrupan casi 5 mil de los 7 mil millones de personas que en este momento habitan el planeta.
Se trata de uno de los más graves riesgos de guerra nuclear después de la Crisis de Octubre en 1962 en torno a Cuba, hace 50 años.
En el año 1950 se desató allí una guerra que costó millones de vidas. Hacía apenas 5 años que dos bombas atómicas habían estallado sobre las ciudades indefensas de Hiroshima y Nagasaki, las que en cuestión de minutos mataron e irradiaron a cientos de miles de personas.
En la península coreana el General Douglas MacArthur quiso emplear las armas atómicas contra la República Popular Democrática de Corea. Ni siquiera Harry Truman se lo permitió.

Según se afirma, la República Popular China perdió un millón de valientes soldados para impedir que un ejército enemigo se instalara en la frontera de ese país con su Patria. La URSS, por su parte, suministró armas, apoyo aéreo, ayuda tecnológica y económica.
Tuve el honor de conocer a Kim Il Sung, una figura histórica, notablemente valiente y revolucionaria.
Si allí estalla una guerra, los pueblos de ambas partes de la Península serán terriblemente sacrificados, sin beneficio para ninguno de ellos. La República Popular Democrática de Corea siempre fue amistosa con Cuba, como Cuba lo ha sido siempre y lo seguirá siendo con ella.
Ahora que ha demostrado sus avances técnicos y científicos, le recordamos sus deberes con los países que han sido sus grandes amigos, y no sería justo olvidar que tal guerra afectaría de modo especial a más del 70 % de la población del planeta.
Si allí estallara un conflicto de esa índole, el Gobierno de Barack Obama en su segundo mandato quedaría sepultado por un diluvio de imágenes que lo presentarían como el más siniestro personaje de la historia de Estados Unidos. El deber de evitarlo es también suyo y del pueblo de Estados Unidos.”

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