A Atenção Primária Ideal em Cordel

Uma postagem em homenagem ao meu amigo Thiago Gaúcho com o seu cordel da Atenção Primária!
A Atenção Primária Ideal
ou
O Vôo do Boi Voador
Este é um exercício de sonho
que a gente faz no coletivo e não no individual,
vamos juntos todas e todos pensar e sonhar
com a APS ideal
Vamos aproveitar a Cultura de nossa cidade natal
e deixar nossa mente voar livremente
que nem aquele boi de Nassau

Pra começar a falação e acabar com embromação
vamos falar do povo, que é nossa obrigação
pois não se engane com O.S. nem prefeitura
o Povo sim é nosso patrão
Teremos um SUS fortalecido na estrutura Estatal
pois o privado já faz tempo que se deu mal
e o povo agora sabe que o sistema é único,
de qualidade e universal
Equipe sobrecarregada não vai mais existir
pois no dia que a APS ideal surgir
haverá reunião pra que equipe e população
possam juntos decidir
quantas serão as famílias a assistir
A equipe multiprofissional também terá seu espaço na APS ideal
e ela será reflexo do fim da corporação
pois há muito o povo determinou que desse fim à confusão
de colega de trabalho brigando por farinha em seu pirão
o profissional valorizado cumprirá sua obrigação,
fazendo todo trabalho com amor e dedicação
pois aprendeu que o certo é servir, e nunca
se servir de nossa população
A APS ideal será a atenção primordial
valorizada que só ela, e isso não é banal
pois o povo agora sabe que não se trata
de saúde dentro do hospital
A APS ideal vai valorizar o saber popular
terá práticas integrativas e muito mais pra se mostrar
mas isso não vai significar que a ciência que temos hoje
precisamos descartar
É dessa forma que a saúde vai se desmedicalizar
pois nosso povo vai saber muito como se cuidar
e saberá que não é somente com comprimido e injeção,
nem mesmo com propagandanda de televisão
que a saúde vai deslanchar
E dinheiro? Isso não será problema pessoal!
Pois já faz muito tempo que se fez algo fundamental
um pé na bunda da dívida pública, outro no do capital
e finalmente agora temos um Estado Social
Mas pra ter tudo isso, sem ser mesmo maniqueísta,
mas sendo é muito realista, tudo isso só será
possível na sociedade Socialista
E pra quem vier dizer que isso tudo é ilusão,
que Estado Social, SUS e comando da população
é sonho que não sai do chão
eu lhe digo prontamente: quem vai fazer isso é a gente
e esse boi vai voar mais alto que Avião!
09/02/11
Thiago Henrique dos Santos Silva
Médico Residente de Medicina de Família e Comunidade
HC-UFPE

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O Veneno está na Mesa será lançado no Vale do São Francisco

CONVITE:
É com enorme satisfação que viemos por meio deste convidar V.S. para o lançamento do filme “O Veneno está na Mesa” do cineasta Sílvio Tendler. Na oportunidade, após a exibição do filme, teremos a presença do próprio cineasta para debate e encaminhamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida, no vale do São Francisco.
         Em tempo, aproveitamos para solicitar a divulgação do evento em sua organização. O evento será gratuito e aberto a todos e todas.
Onde?   No Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina – STR/Petrolina
                  Endereço: Avenida das Nações, n.º 280, Gercino Coelho, Petrolina
Quando? Dia 24/09/2011, Sábado, às 14 horas.

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ISTOÉ e suas grandes mentiras

Da Secretaria Nacional do MST

A revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.


Decreta na capa “O fim do MST”, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.

Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.

A mentira

A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.

A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.

Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.

Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.


A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo. 

Se contassem apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.

A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.


Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). 

Tampouco isso a IstoÉ fez.

Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.

Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.

O desvio

A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo “pagou, levou”. Tanto é que tem o apelido de “QuantoÉ”.

Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo “peso” da matéria.

A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.

Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um “ativo” para especuladores.

Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.


Reação do latifúndio

A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.

Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.

Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.

A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.

O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.

Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.

Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.

A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia.

Leia também:
IstoÉ e Daniel Dantas: tudo a ver
IstoÉ manipula foto para proteger Serra
Jornalista mostra-se mal informado em artigo da IstoÉ

Ministro do PCdoB pede patriotismo a operários

 Li algo hoje sobre os gastos estimados para a realização da Copa de 2014 em nosso país. Pelo que consta são mais de R$ 80 bilhões. Em sua maioria, obras que não trarão benefício algum para a população das cidades. São muitas as aberrações. E a cereja do bolo é este estádio do Corinthians. Salvo engano, quase R$ 1 bilhão gastos em um estádio particular, fruto da promíscua relação entre Andrés Sanches, presidente do Corinthians e filiado ao PT, e Ricardo Teixeira, o dono do futebol brasileiro.

Mas nem é este o objetivo da postagem. Queria só desabafar por uma declaração que li do Ministro dos Esportes, o Orlando Silva, filiado ao PCdoB. Ao comentar sobre a greve de operários que estão construindo os estádios, disse que esperava “patriotismo” por parte deles. Queria muito acreditar que o ministro estava brincando ou que fosse mais uma reportagem do PIG querendo manchar o governo. Mas não. Está em vários outros meios. O cara realmente falou isso. Péssimas condições de trabalho e baixos salários não importam. 
Se em outras épocas seria inimaginável, tal afirmação não deveria mais provocar surpresa. Aliás, desde que o ex-comunista e atual ruralista, Aldo Rebelo do PCdoB-SP, serviu como ponta-de-lança do projeto que pretende devastar o nosso Código Florestal, pode-se esperar qualquer coisa.

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Mais sangue é derramado por causa do latifúndio

 NOSSA LUTA É JUSTA E CERTA
                  

                                                              

Monte Santo/BA, 07 de setembro de 2011
NOTA DE FALECIMENTO“Mataram mais um irmão, mas ele ressuscitará e o povo não esquecerá! “
            Na noite do dia 06 de setembro de 2011, por volta das 21:00 h, no Povoado de Mandassaia, no município de Monte Santo/BA, foi assassinado à tiro o companheiro LEONARDO DE JESUS LEITE, 37 anos, liderança regional do Movimento CETA,  casado e pai de dois filhos.
            O LÉO fazia parte de um grupo de trabalhadores rurais sem-terra que, há mais de 10 anos, luta bravamente pelo DIREITO À TERRA, TRABALHO e JUSTIÇA na região e especialmente pela desapropriação para fins de REFORMA AGRÁRIA da FAZENDA JIBÓIA, no município de Euclides da Cunha, de propriedade do Sr. José Renato, ex-prefeito deste mesmo município.
            Nos últimos quinze dias, o LÉO vinha sendo covardemente ameaçado por pistoleiros que atuam na região de Monte Santo a mando de um GRUPO DE FAZENDEIROS.
            Ironicamente, às vésperas do feriado de 07 de setembro, quando a nação brasileira pára pra celebrar a independência e a cidadania, um filho seu que nunca fugiu à luta e enfrentou a injustiça e a opressão do latifúndio, foi brutalmente assassinado. Arrastando-o do interior de sua casa, na presença de sua esposa e filhos, o executaram no terreiro com um tiro na cabeça. Será este o preço da cidadania e independência? A própria morte?!

            Foi mais uma morte anunciada! Os latifundiários fizeram mais uma vítima e não foi por falta de aviso. Nos últimos 03 anos foram assassinados 05 (cinco) trabalhadores rurais em Monte Santo em razão da luta pela terra. Há muitos anos, um grupo de fazendeiros age em quadrilha neste município, perseguindo e matando todo cidadão que ousar se insurgir contra o latifúndio e contra seus desmandos de corrupção e roubalheira.
           As autoridades públicas (Poder Judiciário, Polícia Civil, Ministério Público, INCRA, Ouvidoria Agrária e outros) estavam cientes das ameaças e sabem quem são estes “fazendeiros”. No entanto, nada fizeram!
            O sangue derramado do companheiro LÉO agora exige JUSTIÇA com a punição dos culpados e a imediata desapropriação da Fazenda Jibóia, no município de Euclides da Cunha/BA, porque esta era a terra que ele “queria ver dividida” e, por isso, pagou com a própria vida!
Coordenação Regional do Movimento CETA

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Carta do Professor Lurildo Saraiva à Direção do ANDES

Segue abaixo carta divulgada pelo grande amigo e professor Lurildo Saraiva sobre o acordo assinado entre ANDES e Governo Federal. Deste assunto faço duas pontuações:
1 – Pouco acompanhei de fato as movimentações Brasil afora acerca do tema.
2 – O que sei é que um aumento salarial de 4% enquanto vivemos momento de cerca de 6,5% de inflação ao ano soa de forma ridícula.
Segue abaixo o e-mail do Professor:
Ari, leia e bote no seu blog a Nita ao “acordo Dilma_Andes”, que fiz frente ao arrocho salarial que conduz, por ordem do BM/FMI. Aguardo noticias. Abs, Lurildo

Professora Marina e demais integrantes da Direção da ANDES,

Indignado e estarrecido, li nota do meu sindicato, a ADUFEPE – hoje, na verdade,
transformado em associação beneficente ou grêmio estudantil, por ação do PT e do PC do B,
que o comandam – que a ANDES assinou acordo com o Governo Federal, que produz arrocho
salarial ímpar, a lembrar os tempos da ditadura, altamente lesivo aos interesses maiores da
Docência Superior, e em última análise, à própria Nação e à Cidadania. Foi difícil imaginar
sequer a ocorrência de semelhante ação. Não é difícil perceber que os senhores não tinham o
direito de fazer tal acordo, porque contrariava decisões soberanas em várias assembléias de
professores de todo o Brasil, que clamavam por greve em várias delas.

Sou médico e professor de Medicina há 41 anos e testemunho diariamente descrições
de quadros humanos de enorme sofrimento, por carência de médicos, de hospitais, de
medicamentos, de transporte público, de habitações decentes, de ruas, sob violenta luta de
classes, que assusta os que moram nos grandes centros urbanos do nosso país, notadamente

os que sobrevivem nas suas periferias. Explicando esta situação dramática a estudantes meus,
oriundos dos estratos mais ricos da nossa sociedade, muitos não creram que com todos esses
anos, o meu salário líquido não atingisse a soma de 5.000,00 – muitos disseram, “faça greve,
professor, isto é um absurdo!” E dói ver que a minha Associação Maior, criada em plena
ditadura militar, não veja isto, se humilhe, se rebaixe, a crer que no próximo ano “eventuais
distorções serão corrigidas”, esquecendo do nosso ditado nordestino: “quem muito se abaixa,
a bunda aparece”, pois revela medo de classificação de “sindicato de radicais”, como se a
luta por um mundo melhor e mais justo pudesse prescindir de radicalismo e de dignidade de
posições.


Muitos dos senhores não viveram a ditadura militar. Eu a vivi nos seus 21 anos e dela fui
vítima, carregando doença intestinal sem cura, nascida nos tempos do terror de Medici. Os
senhores não viram o corpo dilacerado do Padre Henrique, como eu vi, os senhores não
testemunharam o indescritível sofrimento de Mata Machado, os senhores não olharam os
muros da casinha de Dom Helder Câmara metralhados pelo CCC pernambucano, os senhores
não assistiram a corpos violentados em prontos socorros, de companheiros nossos pela polícia
política ditatorial. E até hoje semelhante ofensa à dignidade do ser humano foi resgatada por
nossos dirigentes que se dizem “de esquerda”, mas ligados a lambe-botas de generais, como
o José Sarney, ou nomeando para cargos públicos relevantes figuras que habitaram nos anos
de chumbo o temível Comando de Caça aos Comunistas. Com gente traidora dessa laia não
podem existir acordos, meus colegas, não podem!


Sabendo disto que os senhores fizeram, sem a minha anuência e a de muitos docentes do
nosso país, tenho vontade de me desligar do meu “sindicato”, sobretudo quando dando aulas
de MEDICINA sinto no meu nariz e na dos meus alunos, como eles falam, enorme fedentina
que exala de banheiros de professores, imundos e mal conservados, junto aos auditórios, ou


a tentar retirar dinheiro do caixa da agência do BB do Hospital das Clínicas da UFPE, onde a
mesma fedentina volta, em atentado à dignidade humana e à saúde pública, sem sabermos
a quem procurar ou a quem denunciar. Tudo isto testemunhando a decadência da Escola de
Medicina do Recife, que foi a segunda melhor do país em fins do governo Goulart, em plena
administração de uma Senhora que foi torturada por ação dos mesmos que hoje estão ao seu
lado.


Espero que esta minha Nota toque a sensibilidade dos senhores e faça com que reflitam e
revejam o grosseiro erro que cometeram. Um mundo justo só se conquista com LUTA, não
com é com medo e dubiedade, não é com retrocesso e “acordos”, e sim, com AVANÇO!


Atenciosamente,


Lurildo R. Saraiva


Professor Associado de Cardiologia


Universidade Federal de Pernambuco


lurildocleano@hotmail.com

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